Criar uma pessoa e dar o acesso certo
O erro mais comum de quem começa não é errar um passo: é fazer só um deles. Criar a pessoa e parar por aí produz alguém que entra no produto e não vê nada; conceder permissão sem escopo produz alguém que vê a tela e não vê os dados. São quatro coisas diferentes, e todas precisam acontecer.
| O que você faz | O que isso decide |
|---|---|
| Criar a pessoa | Que ela consegue entrar |
| Definir o papel | O piso hierárquico dela |
| Conceder permissão | Que áreas ela vê, e se pode editar |
| Amarrar o escopo | De quais setores ela vê os dados |
O detalhe de cada eixo está em Permissões e papéis. Aqui é a ordem de execução.
1. Os grupos vêm antes das pessoas
Seção intitulada “1. Os grupos vêm antes das pessoas”Administração → Grupos
Grupo, aqui, é setor — e é a unidade de escopo do produto inteiro: a fila de chamados, os ativos, a frota de máquinas. Criar as pessoas antes dos grupos funciona, mas obriga a voltar em cada uma para amarrar o escopo depois.
Comece com poucos: Suporte, Infraestrutura, Redes, o que existir de verdade. Setor a mais se cria em um minuto; chamado no setor errado dá trabalho de mover.
2. Criar a pessoa
Seção intitulada “2. Criar a pessoa”Administração → IAM
Duas origens possíveis, e a escolha muda o que você faz depois:
Conta local — você cria, define a senha inicial e marca a troca obrigatória no primeiro acesso. Entrega segura: quem recebe a senha não continua com ela.
Diretório (LDAP ou Active Directory) — a pessoa não é criada aqui. Ela aparece no primeiro login bem-sucedido, e o papel vem dos grupos do diretório. Ver Autenticação: LDAP e TOTP.
3. Escolher o papel
Seção intitulada “3. Escolher o papel”Quatro papéis, em ordem crescente — user, group_admin, admin, super_admin.
O que confunde: admin não é administrador da plataforma. É um papel elevado, e nada mais. Quem
administra a plataforma é o super_admin, e é ele quem alcança IAM, Grupos, Configurações, Logs,
Integrações e as três telas de Auditoria.
Para quem vai atender chamados, o papel user é suficiente. Papel resolve hierarquia; quem resolve acesso
é a permissão.
4. Conceder a permissão
Seção intitulada “4. Conceder a permissão”Cada permissão tem três níveis: nenhum, ver e editar. A concessão pode ser por pessoa ou por grupo, e o resultado é a união das camadas — com uma exceção que importa:
Duas raízes já vêm liberadas e não precisam de concessão nenhuma:
ticketsem nível de ver — o portal de autoatendimento é para todo colaborador. Helpdesk em que a pessoa precisa de permissão para pedir ajuda não é helpdesk.mensageriaem nível de editar — é o módulo em torno do qual o produto começou.
Então, na prática:
| Quem | O que conceder |
|---|---|
| Só vai abrir chamado | Nada. Já está liberado. |
| Vai atender chamado | tickets em editar |
| Vai mexer no inventário | ativos em ver ou editar |
| Vai cuidar da frota de máquinas | manutencao — e manutencao.remoto só para quem realmente entra na máquina |
Herança de sub-abas
Seção intitulada “Herança de sub-abas”Sub-aba herda do módulo. Pedir backups.restore sobe a cadeia até a primeira definição explícita — e essa
primeira definição vence, inclusive quando ela é “nenhum”. É por isso que negar o módulo inteiro fecha
as sub-abas sem que você precise negar uma a uma.
5. Amarrar o escopo
Seção intitulada “5. Amarrar o escopo”Permissão abre a tela. Escopo decide de quem são os dados dentro dela.
Quatro raízes são escopáveis por setor: tickets, ativos, manutencao e chatbots. A
concessão de escopo usa a chave composta:
tickets:suporteativos:infraestrutura6. Conferir antes de entregar o acesso
Seção intitulada “6. Conferir antes de entregar o acesso”Vale um minuto antes de avisar a pessoa que está liberado:
- Ela entra?
- Ela vê os itens de menu que deveria — e não vê os que não deveria?
- Dentro do módulo, aparecem dados do setor dela?
- Se for conta local: a troca de senha foi pedida no primeiro acesso?
O catálogo completo de permissões, com o que cada uma abre e quais exigem super administrador, está em Permissões e papéis.
