Pular para o conteúdo

Criar uma pessoa e dar o acesso certo

O erro mais comum de quem começa não é errar um passo: é fazer só um deles. Criar a pessoa e parar por aí produz alguém que entra no produto e não vê nada; conceder permissão sem escopo produz alguém que vê a tela e não vê os dados. São quatro coisas diferentes, e todas precisam acontecer.

O que você fazO que isso decide
Criar a pessoaQue ela consegue entrar
Definir o papelO piso hierárquico dela
Conceder permissãoQue áreas ela vê, e se pode editar
Amarrar o escopoDe quais setores ela vê os dados

O detalhe de cada eixo está em Permissões e papéis. Aqui é a ordem de execução.

Administração → Grupos

Grupo, aqui, é setor — e é a unidade de escopo do produto inteiro: a fila de chamados, os ativos, a frota de máquinas. Criar as pessoas antes dos grupos funciona, mas obriga a voltar em cada uma para amarrar o escopo depois.

Comece com poucos: Suporte, Infraestrutura, Redes, o que existir de verdade. Setor a mais se cria em um minuto; chamado no setor errado dá trabalho de mover.

Administração → IAM

Duas origens possíveis, e a escolha muda o que você faz depois:

Conta local — você cria, define a senha inicial e marca a troca obrigatória no primeiro acesso. Entrega segura: quem recebe a senha não continua com ela.

Diretório (LDAP ou Active Directory) — a pessoa não é criada aqui. Ela aparece no primeiro login bem-sucedido, e o papel vem dos grupos do diretório. Ver Autenticação: LDAP e TOTP.

Quatro papéis, em ordem crescente — user, group_admin, admin, super_admin.

O que confunde: admin não é administrador da plataforma. É um papel elevado, e nada mais. Quem administra a plataforma é o super_admin, e é ele quem alcança IAM, Grupos, Configurações, Logs, Integrações e as três telas de Auditoria.

Para quem vai atender chamados, o papel user é suficiente. Papel resolve hierarquia; quem resolve acesso é a permissão.

Cada permissão tem três níveis: nenhum, ver e editar. A concessão pode ser por pessoa ou por grupo, e o resultado é a união das camadas — com uma exceção que importa:

Duas raízes já vêm liberadas e não precisam de concessão nenhuma:

  • tickets em nível de ver — o portal de autoatendimento é para todo colaborador. Helpdesk em que a pessoa precisa de permissão para pedir ajuda não é helpdesk.
  • mensageria em nível de editar — é o módulo em torno do qual o produto começou.

Então, na prática:

QuemO que conceder
Só vai abrir chamadoNada. Já está liberado.
Vai atender chamadotickets em editar
Vai mexer no inventárioativos em ver ou editar
Vai cuidar da frota de máquinasmanutencao — e manutencao.remoto só para quem realmente entra na máquina

Sub-aba herda do módulo. Pedir backups.restore sobe a cadeia até a primeira definição explícita — e essa primeira definição vence, inclusive quando ela é “nenhum”. É por isso que negar o módulo inteiro fecha as sub-abas sem que você precise negar uma a uma.

Permissão abre a tela. Escopo decide de quem são os dados dentro dela.

Quatro raízes são escopáveis por setor: tickets, ativos, manutencao e chatbots. A concessão de escopo usa a chave composta:

tickets:suporte
ativos:infraestrutura

Vale um minuto antes de avisar a pessoa que está liberado:

  1. Ela entra?
  2. Ela vê os itens de menu que deveria — e não vê os que não deveria?
  3. Dentro do módulo, aparecem dados do setor dela?
  4. Se for conta local: a troca de senha foi pedida no primeiro acesso?

O catálogo completo de permissões, com o que cada uma abre e quais exigem super administrador, está em Permissões e papéis.